Adotar é amar

Publicado por Danilo Schwarz0

Eu já havia contado que a Hanna tinha sido pega em uma estrada de São Roque, pelo meu irmão André, junta de mais três filhotes no dia 21 de dezembro de 2012. Esse foi o primeiro passo de esperança para os quatro filhotes abandonados, terem um lar. O segundo passo foi a divulgação que eu e meus irmãos fizemos nas redes sociais para alertar quem tivesse algum interesse nos cachorrinhos, entrar em contato.

Não demorou muito tempo para que os quatro filhotes encontrassem alguém que lhes pudessem dar o amor de que tanto careciam. Eles conheceram seus donos: Patricia Madureira, Daniel Cardoso, Rafel Schmidt e … eu.

Juliana e Hanna

Juliana e Hanna

A Hanna foi escolhida pelos meus irmãos desde que chegou em casa, era a única com o focinho preto. É completamente apegada á minha irmã, fica seguindo a garota pela casa inteira, o dia todo. A Hanna nos faz rir todos os dias com as coisas que ela apronta. Tem uma vida de princesa, sempre me pego pensando como teria sido a sua vida se tivesse continuado na beira da estrada, e reflito o quanto ela está feliz e o quanto a minha família teve sorte.

Depois de um pouco mais de um ano desde que os filhotes foram adotados, conversei com as pessoas que os adotaram e eles compartilharam comigo um pouco da experiência.

Rafael e Balu

Rafael e Balu

“Não sei ao certo como eu convenci minha mãe a pegar um cachorro.Na hora que eu vi a foto dos 4 cachorrinhos que foram encontrados na estrada, eu sabia que um deles seria meu! Eles estavam doentes, com sarna, desnutridos, mas isso não atrapalhou ou me fez hesitar nem por um instante.O Balu, que antes era carinhosamente chamado de “Puro Osso” era o mais fraco de todos. Infestado de sarna e bem magrinho, sendo ele o meu escolhido. Quando chegamos em casa, imaginamos que ele teria uns 2 meses de idade. Por ser tão filhote, me avisaram que a primeira semana seria difícil, com todo o processo de adaptação na casa, longe dos irmãos. Mas desde que ele chegou, já se sentiu parte da família e não estranhou nada. Desde então ele já passou por crises de sarna, ataques de agitação, passeios, destruição de objetos (objetos pequenos, como mesas, cadeiras e colchões), mas sempre recebendo muito amor e carinho. Apesar de te-lo adotado, gastei um valor considerável em tratamento veterinário e remédios. Mesmo assim, se tivesse a opção de voltar no tempo e escolher entre adotar o Balu sabendo que ele passaria por crises difíceis de sarna ou comprar um cachorro de raça e saudável, escolheria o Balu sem pensar duas vezes. Espero que o Balu seja o primeiro adotado de muitos, por que a gratidão que o animal tem com o dono que o adota, ainda mais quando ele se encontra em alguma situação difícil, é impagável. Não sou contra a compra de cachorros, mas se eu tiver a opção de adotar, com certeza optarei pela segunda opção.”

Patricia e Bud

Patricia e Bud

“Em um dia comum estava olhando meu facebook, quando vi uma foto que minha amiga havia postado contando que o irmão dela tinha achado cinco filhotes de cachorro na estrada, só que um já havia morrido. Na hora me emocionei e fui falar com ela. Os filhotinhos eram as coisas mais lindas, mesmo estando magrinhos e com aquelas caras de assustados, ela me disse que eram dois machos e duas fêmeas e me convidou para ir na casa dela conhecê-los. Demorei um tempo para ir, pois eu sabia que se eu fosse eu acabaria pegando um, finalmente resolvi ir e na hora me apaixonei por todos, mas tinha um que era especial, era mais quietinho, super carinhoso e ficava dormindo no meu colo. Minha amiga me disse que eles tinham sarna demodécica, uma sarna que não tem cura, toda vez que abaixa a imunidade ela volta, mas isso não faria eu mudar de ideia. Quando cheguei em casa, falei pra minha família que iria adotar um cachorrinho, no começo eles relutaram, pois eu já tinha mais nove cachorros, mas mesmo assim não teve jeito, estava decidida. Conversei com a Juliana que eu iria querer, mas só poderia pegar depois que voltasse de viagem. No dia que estava voltando, o irmão dela me ligou e disse que eles tinham piorado da sarna e estavam tomando remédios e que ele poderia ficar com ele até o final do tratamento, mas eu não quis, queria que ele fosse logo para minha casa, para ir se acostumando. Fui buscar ele no dia seguinte, ele estava bem machucadinho no rosto, quando cheguei em casa fiquei com medo da reação dos meu cachorros, mas ele foi recebido muito bem. Meus cachorros queriam só ver o que era aquela bolinha de pelos. Minha família se apaixonou por ele, na primeira noite ele chorou um pouquinho e eu fiquei com ele no colo até dormimos. No dia seguinte ele já estava se sentindo mais seguro e brincava com os brinquedinhos dele. O tempo foi passando e hoje ele se acha o dono da casa. Se da super bem com todos nossos cachorros, mas morre de medo de pessoas desconhecidas. Quando eu levo ele para passear ele se esconde atrás das minhas pernas, mesmo ele sendo gigante. Hoje em dia eu entendo que não fui eu que ajudei ele, mas sim ele que me ajudou, ele é meu melhor amigo. É o amor mais puro e sincero que eu conheço. Ele come que nem um javali e destrói várias coisas, afinal é um bebezão. Mas no final vale muito a pena, em nenhum momento me arrependi de te-lo adotado e adotaria quantas vezes fosse preciso!”

Daniel e Polenta

Daniel e Polenta

“Lembro de que na época em que adotei a Polenta, ter um cachorro não era uma possibilidade em casa, mas sempre achei muito interessante a ideia de adotar um cachorro. A adaptação dela em casa foi super rápida e fácil, muito mais fácil que o esperado e rapidamente se tornou um membro de nossa família.
O que eu achei mais interessante em adotar um cachorro é a historia de como tudo aconteceu, não foi algo planejado, simplesmente aconteceu e a Polenta entrou em nossas vidas. Saber a história de vida dela, imaginar por tudo o que ela passou só torna cada momento mais importante. Da pra sentir um olhar de gratidão vindo dela e acredito essa ser a maior diferença em adotar um cachorro.
A Polenta é super tranquila, nunca demostrou sinal nenhum agressividade, muito pelo contrário, ela é dócil, brincalhona e muito protetora.”

A quantidade de animais que nascem nas ruas, ou são abandonados, é enorme. Não existe a possibilidade de trazer para casa cada cão abandonado que encontramos nas ruas, mas podemos cada um fazer nossa parte, tentando ajudar da maneira que nos for viável.

Junte-se a nós! Deixe seu email e receba novidades animais!
Placeholder Placeholder

Tags , ,

Comente |

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

(required)
(required)

A- A A+

Options

Layout type:

liquidfixed

Layout color: